segunda-feira, 21 de julho de 2025

A SENSATEZ COMO SUBTERFÚGIO E BUSCA DA REALIDADE

 

                Há uma questão dissonante na atualidade, que é a banalidade do mal, da querência em praticá-lo sob todos os aspectos, do subterfúgio inerente que versa sobre a contenção da expressão, da ameaça de que se alguém expressar algo como testemunha do sistema cruel em que vivemos sofreria danos, e que a maior parte dos seres humanos coagem outros pela supressão ou a ideia de que seria cortando os ganhos que nulificariam a voz desses “outros”, que sobrevivem e pousam na cabeça calma e provecta de muitos farisaicos, inclusive mulheres doces e afáveis na sua linguagem quase poética de ensaio, mas com certa lógica de treinamentos e engajamento nos interesses das terras do primeiro mundo. A busca da realidade se dá com as ferramentas de que dispõe o sistema, e muitas vezes são pífias quando sobrevém a lucidez altissonante daqueles que não se abalam quando já possuem a massa cinzenta necessária e o mal que emerge na sua frente como alavanca lhes dá a sustentação necessária e convincente de que o vocabulário social das elites se tornou esse mal, e apenas tendo consciência desse fato é que podemos tergiversar com a não negociação perante algo que já sabemos existir desde a era capitalista mais remota, o que configura a contradição do Contrato Social de Rousseau, no contraponto do Determinismo de Locke.

                O homem experiente e sábio e douto na sociedade capitalista moderna, um homem das letras, há de investir na época de vacas gordas, pois enquanto manda seus excertos e estudos publicando-os, a investidura dos canalhas acaba por minar seus propósitos, e sói sabermos que a acumulação do capital na forma de investimento em saber como livros e estudos o tornará mais feliz e preparado para possíveis contendas, principalmente na seara de amigos, ou não, da área jurídica. Resta encontrar bons parceiros nesse universo, pois a contribuição de bons textos os tornarão partícipes da obra, quando possuírem espírito colaborativo e perspicácia judicial para tanto, sendo honestos e cumprindo com a missão dessa grande disciplina, como um todo. A confluência da não camaradagem de colegas de partido, que não lhe deem, a esse homem, sequer a atenção atinente a uma aproximação cabal, que você acaba existindo por causa de um número qualquer, de ser mais um apenas, corrobora a ideia mesma de que uma ideia é apenas mais uma e não A IDEIA, de per si, ou seja, algo que realmente tocaria as estruturas mais prementes de mudança em qualquer escopo civilizatório, seja ela de filosofia, ou mesmo de ações governamentais. Quando uma ideia se torna todo um aparelho burocrático, é mister saber que se cria a questão jurídica que irrompe por vezes para minar estruturas críticas, e outras surgem para retocar vieses de cooperação, na mutualidade do constructo que existe em várias frentes, agindo com premência que não condiz com a bondade explícita de um ato, mas concretamente naquilo que se esperasse na ação individual frente ao desígnio de um ser ao outro, havendo, por vezes pontualmente, felizmente, uma reação contínua, por vezes no domínio confortável de um chique escritório, por vezes em um ambiente insalubre de um café e suas demandas existenciais pequeno-burguesas. Toda essa reação no sentido da não aceitação da citada IDEIA, esta, de per si, que em sua reconstrução conceitual e dinâmica, aparece como linha de frente que parte a cooperar externamente com exercícios por vezes de retórica, mas sempre devemos ter em conta de que diversos atores abraçam a sociedade contemporânea, e a influência internacional é sobremodo importante para que tenhamos ao menos uma noção mais evidente da complexidade de certas conjunturas.

                Sobretudo será na conformidade mais exata com os paradigmas que enfeixam a liberdade e todas as suas variantes, que os modos do preconceito e suas faces hão de sofrer e investida e a luta, não apenas por aqueles vitimados por ele, mas igualmente na esfera de que a mesma liberdade citada é mais ampla quando o investimento em conhecimento supere as faltas que sentimos em determinados momentos onde os critérios da justiça e do reconhecimento das faltas de um si mesmo em relação ao outro, no caso ainda pontual e permeável da juventude, sempre mais afeita a mudanças em suas convicções e pontos de vista, permitam que nem sempre a ordem e orientação de seus patrões, já renitentes e muitas vezes segregacionistas e enferrujados, venham a enfeixar uma proposta da reação citada acima, tão comum nas veredas do conhecimento e das relações humanas, tributando com irracionalidades previsíveis o progressismo estrutural.

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