Há uma
questão dissonante na atualidade, que é a banalidade do mal, da querência em
praticá-lo sob todos os aspectos, do subterfúgio inerente que versa sobre a
contenção da expressão, da ameaça de que se alguém expressar algo como
testemunha do sistema cruel em que vivemos sofreria danos, e que a maior parte
dos seres humanos coagem outros pela supressão ou a ideia de que seria cortando
os ganhos que nulificariam a voz desses “outros”, que sobrevivem e pousam na
cabeça calma e provecta de muitos farisaicos, inclusive mulheres doces e
afáveis na sua linguagem quase poética de ensaio, mas com certa lógica de
treinamentos e engajamento nos interesses das terras do primeiro mundo. A busca
da realidade se dá com as ferramentas de que dispõe o sistema, e muitas vezes
são pífias quando sobrevém a lucidez altissonante daqueles que não se abalam
quando já possuem a massa cinzenta necessária e o mal que emerge na sua frente
como alavanca lhes dá a sustentação necessária e convincente de que o
vocabulário social das elites se tornou esse mal, e apenas tendo consciência
desse fato é que podemos tergiversar com a não negociação perante algo que já
sabemos existir desde a era capitalista mais remota, o que configura a contradição
do Contrato Social de Rousseau, no contraponto do Determinismo de Locke.
O homem
experiente e sábio e douto na sociedade capitalista moderna, um homem das
letras, há de investir na época de vacas gordas, pois enquanto manda seus
excertos e estudos publicando-os, a investidura dos canalhas acaba por minar
seus propósitos, e sói sabermos que a acumulação do capital na forma de
investimento em saber como livros e estudos o tornará mais feliz e preparado
para possíveis contendas, principalmente na seara de amigos, ou não, da área
jurídica. Resta encontrar bons parceiros nesse universo, pois a contribuição de
bons textos os tornarão partícipes da obra, quando possuírem espírito colaborativo
e perspicácia judicial para tanto, sendo honestos e cumprindo com a missão dessa
grande disciplina, como um todo. A confluência da não camaradagem de colegas de
partido, que não lhe deem, a esse homem, sequer a atenção atinente a uma aproximação
cabal, que você acaba existindo por causa de um número qualquer, de ser mais um
apenas, corrobora a ideia mesma de que uma ideia é apenas mais uma e não A
IDEIA, de per si, ou seja, algo que realmente tocaria as estruturas mais
prementes de mudança em qualquer escopo civilizatório, seja ela de filosofia,
ou mesmo de ações governamentais. Quando uma ideia se torna todo um aparelho
burocrático, é mister saber que se cria a questão jurídica que irrompe por
vezes para minar estruturas críticas, e outras surgem para retocar vieses de
cooperação, na mutualidade do constructo que existe em várias frentes, agindo com
premência que não condiz com a bondade explícita de um ato, mas concretamente naquilo que se esperasse na ação individual frente ao desígnio de um ser ao
outro, havendo, por vezes pontualmente, felizmente, uma reação contínua, por vezes no domínio confortável de um chique
escritório, por vezes em um ambiente insalubre de um café e suas demandas
existenciais pequeno-burguesas. Toda essa reação no sentido da não aceitação da
citada IDEIA, esta, de per si, que em sua reconstrução conceitual e dinâmica,
aparece como linha de frente que parte a cooperar externamente com exercícios
por vezes de retórica, mas sempre devemos ter em conta de que diversos atores
abraçam a sociedade contemporânea, e a influência internacional é sobremodo
importante para que tenhamos ao menos uma noção mais evidente da complexidade
de certas conjunturas.
Sobretudo
será na conformidade mais exata com os paradigmas que enfeixam a liberdade e
todas as suas variantes, que os modos do preconceito e suas faces hão de sofrer
e investida e a luta, não apenas por aqueles vitimados por ele, mas igualmente
na esfera de que a mesma liberdade citada é mais ampla quando o investimento em
conhecimento supere as faltas que sentimos em determinados momentos onde os
critérios da justiça e do reconhecimento das faltas de um si mesmo em relação
ao outro, no caso ainda pontual e permeável da juventude, sempre mais afeita a
mudanças em suas convicções e pontos de vista, permitam que nem sempre a ordem
e orientação de seus patrões, já renitentes e muitas vezes segregacionistas e
enferrujados, venham a enfeixar uma proposta da reação citada acima, tão comum
nas veredas do conhecimento e das relações humanas, tributando com irracionalidades previsíveis o progressismo estrutural.
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