Na perspectiva lacaniana, a melancolia não é apenas uma tristeza profunda, mas um estado ligado à relação do sujeito com o objeto "a", que representa o objeto causa do desejo. Ao contrário do luto, onde o sujeito busca substituir o objeto perdido, o melancólico mantém uma ligação intensa e muitas vezes dolorosa com esse objeto, que se torna uma presença opressiva e que o impede de restabelecer uma ligação com o mundo e com o desejo.
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