Por
continuar-se a contenda de muitos, por vezes a questão erótica pontua-se pelo
princípio, não propriamente como instinto de prazer (Eros), mas por mera
questão de pulsão não reprimida, ou reprimida em primeiro instante, não de se
dizer abertamente sobre os afetos que realmente correm pelas veias do pensar, e
depois volatilizando com @s parceir@s oficiais. Começar um pensamento já em
vias de desenvolvimento é como abraçar, in lócus, a forma circunstancial de um
acontecimento, quando na verdade a fantasia do outro parece irradiar na
palavra, quando verborrágica ou não, ou na manifestação clássica da histeria
pós stress. Não propriamente essa condição seria a causadora de muitas manifestações
de histeria, mas apenas certos sintomas de uma sociedade regrada, hierarquizada
e tornada extremamente militarizada pelo viés do comportamento humano, como se
fôssemos soldados nas trincheiras, esperando que os sentimentos de ódio se nos
aparecessem dentro dos limites da nossa rigidez. Temos a realidade consonante
do verbo, temos a realidade pungente da poesia, mas temos uma razão, um mote de
estudos que nos capacita a analisar as coisas como são, não na antessala de uma
pretensa filosofia, mas dentro de um embasamento cabal de que se, porventura
classicamente não gostaríamos que os nossos mitos caíssem por terra, a
aparência de nossos outros estudos não diriam mais respeito a quem se fixa em
uma classe de doutrina, apenas. Mesmo a escola militar e seus grupos enaltecem
sua história, não recorrendo por vezes a uma crítica do que foram os anos em
que se esteve à frente do regime o comando do exército. Resta à capacitação do
humanismo um retorno a que possamos falar dos nossos sentimentos sem a
metonímia de recurso, ou sem precisarmos nos valer de intrincados laivos
poéticos, isso em se tratando de razão ou da explanação pura e simples de uma
questão, filosófica ou não... Nada a ver com crítica com relação a tal ou qual
idiossincrasia, mas apenas levantando a questão da transparência e do caráter,
de levarmos a vida autenticamente, sem nos imiscuirmos, de falarmos abertamente
de nossas preferências ideológicas ou políticas, sem nos envergonharmos ou crermos
que estaremos envenenando alguém por debater amplamente a questão que a
democracia tão bem permite dentro de sua órbita.
O
represamento dos sentimentos na era atual se dá justamente quando muitos falam
nada, apenas sobre negócios, e poucos falam muito e são considerados esquisitos,
quando não forem em tribunas políticas, ou coisas do gênero, onde o jargão é
tão usual quanto a previsibilidade do que se prometia antes na cidadania, e o
que seria permitido ao cidadão depois... O fingimento, a farsa, a tomada de
consciência através da ilusão de se pensar consciente, grupos que se
desentendem, escolas que não são frequentadas, opiniões verazes que se
descartam pela veracidade, ou mesmo a sinceridade que não passa das margens da
citada represa... Por vezes falamos por alguém, e esse alguém pode ser apenas
uma persona, um quê que se projete na mente, mas por vezes realmente a alcunha
é merecida por similaridade e trabalho, espelhando que repetir feitos pode
pertencer a uma mecânica evolutiva e espiritual da história. Para quem
acredita, quiçá o carma “queimado” em outra vida seja a remissão de que, em
outra encarnação não se cometa o mesmo erro, posto podemos ser espíritos
migrantes...
O que deixamos
por herança mais importante é o conhecimento, posto até mesmo em matéria tão
importante quanto a tecnologia da informação, a TI, a trilogia: dado,
informação e conhecimento atinge seu apogeu neste último, que é a sedimentação
e síntese dos dois outros fatores. Se a questão nos é dada, sem ou com a
influência da inteligência artificial, saibamos que será justamente nesse tipo
de modal que os aspectos mecânicos do saber é que são utilizados por esse
recurso, e que todo o ignorante que não estudou gosta de se valer da IA para
cumprir as metas em que jamais houvera competência para tal. É como o nanquim e
sua “ciência”, pois para saber usar um AUTOCAD, é necessário para ser
proficiente por vezes ter planejado um projeto aos moldes tradicionais, como
para fazer a porcelana industrial, onde a experiência e a habilidade com a arte
da cerâmica fará do artífice um operário sênior. Na linguagem humana se procede
da mesma forma. Não precisamos ser atores de teatro para sabermos dizer algo
para alguém, posto falando diretamente de nossos sentimentos mais íntimos
deixaremos a ternura aflorar sem que se perceba que seja tão importante esse
conhecimento nos dias atuais.
Não
será sempre em um tipo de defensiva, de falsidade, de teatro, de fantoches que
por vezes nos tornamos que teremos um esteio primaveril nas nossas frentes, e
será mostrando quem somos e a que viemos que podemos criar ambientes onde a
famigerada hostilidade, projetada pela nossa mente, perecerá com o tempo e a
nossa paulatina experiência com os outros, conosco mesmo e com o mundo, as
coisas e todos os seres que pertençam na grande vertente da Terra que se chama
Natureza. A mesma natureza e sua dialética, com capacidade de ser a força
motriz de tudo, não apenas das conversas interiores quando nela meditamos, mas
no conhecimento que de tudo do per si e para ela dedicamos, e nos processos de
criação que, se copiarmos autenticamente, quando soubermos finalmente que ela
pode ser obra da Criação, mas está em eterna mutação e mudanças ocorrem a cada
fração de tempo, em cada átomo do espaço, ou na dimensão interplanetária... Saberemos
melhor sobre esse assunto, à medida que nos dedicarmos a integrar o
conhecimento que nos torne um pouco mais ausentes da chamada eletrônica e nos
detivermos mais amplamente sobre a questão da dita Natureza. Tudo é criado
nela, mas nem tudo se transforma dentro de um tempo previsível, ou
mensurável...
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