quinta-feira, 17 de julho de 2025

A GOTA


Caia gota, e a gota cai, quanto de orvalho, quanto de balde cheio
Qual, não serias mais água de uma chuva que não se deu o alento do sofrer
Mas que, de tantos outros que não se molharam, viram teu quase reflexo na penumbra
Surda e túrgida no sexo de uma mulher, a mais não te voltariam a face, seria mais no suor
Quase trigueiro onde aparecestes, gota feminina, semblante na lágrima
Em que te vi verter, e a lágrima ficou no contentamento de que sejas finalmente uma mulher
E que possuas o sentimento de uma, ao menos, e não o arrebatamento de uma senhora
Que sequer chora hoje, pois não possui mais as gotas do sentimento, posto ter secado em si
Aquilo que se chamaria de ternura, se não fora mais opaco o verbo da Verdade!

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