EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
quinta-feira, 3 de abril de 2025
SEMPRE A MESMA HISTÓRIA: A JUVENTUDE CONFUNDE A POLÍCIA, QUE SERVE PARA NOS PROTEGER, COM A REPRESSÃO, POIS INSISTEM NA QUESTÃO DAS DROGAS, FUMAM, BEBEM DESPUDORADAMENTE, E DEPOIS ACABAM TENDO QUE TOMAR VOLUMES DE MEDICAMENTOS, DANDO MAIS PREJUÍZO AO ESTADO E, PIOR, A ELES MESMOS... ENQUANTO A ILUSÃO DE QUE A IDEIA DE QUE VIVERÍAMOS ALGO PARECIDO COM UM PASSADO QUE NÃO RETORNA MAIS, BASTA ESTUDAR, VOLTAR AOS BANCOS ESCOLARES, E FAZER DESTE PAÍS UM PAÍS MELHOR, POIS NÃO ADIANTA TRABALHAR PARA ALIMENTAR O VÍCIO, ISSO NÃO É VIDA.
quarta-feira, 2 de abril de 2025
SENDO AS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS, ENTRE ELAS O ALCOOLISMO, CONSIDERADAS ENFERMIDADES MENTAIS, CABE A UMA SOCIEDADE CIVIL UNIDA, COM SEUS PROFISSIONAIS DE SAÚDE, SUAS EQUIPES E IRMANDADES DE RECUPERAÇÃO TRABALHAREM PARA O BEM COMUM DE TODOS OS ATORES DE NOSSA SOCIEDADE, INCLUSO OS VITIMIZADOS POR ESSAS INTERCORRÊNCIAS.
O SENHOR BLOOM APONTOU RÁPIDO. PARA APANHAR E ANDAR ATRÁS DELA SE ELA FOSSE DEVAGAR, ATRÁS DE SEUS PRESUNTOS MOVENTES. AGRADÁVEIS DE VER COMO PRIMEIRA COISA NA MANHÃ. DEPRESSA, DESGRAÇADO. SECARA A ROUPA ENQUANTO O SOL BRILHA. ELA PAROU FORA DA LOJA À LUZ DO SOL E FLANOU PREGUIÇOSAMENTE PARA A DIREITA. ELE SUSPIROU NARIZ BAIXO: ELAS NUNCA ENTENDEM. SODACAUSTICADAS MÃOS. UNHAS DOS ARTELHOS ENCARAPAÇADAS TAMBÉM. ESCAPULÁRIOS CASTANHOS EM TRAPOS, DEFENDENDO-AS IDA E VOLTA. O FERRÃO DO DESDÉM LUZIU ARREFECENDO O PRAZER DENTRO DO PEITO DELE. PARA UM OUTRO: UM GUARDA-CIVIL DE FOLGA APERTAVA-A NA ALAMEDA ECCLES. ELES APRECIAM AS DE BOM TAMANHO. SALSICHAS DE PRIMEIRA. Ó, POR FAVOR, SEU GUARDA, ESTOU PERDIDA NESTE PARQUE. - TRÊS PENCES, POR FAVOR. ulisses, james joyce.
MECANISMO DA COMPULSÃO
Não há
exatamente a certeza de sermos ou estarmos tendo compulsão, mas em termos de
vícios certamente há. Falo disso, sou um adicto à nicotina, e agora já tenho a
gana de fumar um, quiçá para poder escrever algo que faça sentido, ou que
alerte, conforme a minha própria experiência, a outros, o que é estar afeito a
uma sensação de abstinência que sequer começara, meio que em um “rito
preparatório...” O ato de fumar para agir intelectualmente, o ato de se
preparar para um estudo, mesmo que se porventura a experiência da abstinência
vem de roldão, o fato é saber que essa mesma experiência de sentir a pulsão por
algo, por uma substância, pode vir a dar nos costados de uma reflexão que pegue
mais fundo na verdade, pois é essa a intenção, como se fosse eu a minha própria
e intencional cobaia de mim mesmo. Longos termos escreveria, quiçá sobre
aspectos de um narcisismo febril, onde a mesma faculdade intelectiva estivesse
sobrecarregada de falhas, quando a lógica, o lado racional do ser humano,
aparentemente, sob o testemunho de alguns, especialmente os adictos ao
tabagismo, se sentem quando lhes falta o cigarro, ou quando não houve aquele
inicial, meio que preparando quase espiritualmente um laivo de mediunidade na
questão, o que vem a dar com os burros n’água, pois certamente isso não faz o
menor sentido à luz da ciência da mente.
O
correr das palavras, como estas se pronunciarem, vem dar as luzes da citada
experiência, e que me perdoem as linguagens extremamente lógicas, pois não sou
e nunca fui um filósofo, e quem me dera conhecer sequer as bases empíricas de
tal doutrina. O fato é que me alivia escrever, e não me dá vontade de fumar
escrevendo assim, livremente, associando coisas e mais coisas como se eu
estivesse postado diante de um terapeuta. A associação livre de ideias
porventura é um recurso que Freud implementa como modo de se dizer algo, e digo
isso nos moldes em que esteja fazendo um tipo de auto análise, onde o objeto em
questão sou eu, me lerei depois e verei onde estaria a compulsão que agora se
me desatrelou dos caminhos da minha própria verve, quando sei que a razão que
me impeliria a fumar não vai ocorrer até terminar o escrito, e escreverei pela
vida, pois sei que a pulsão de morte influencia deveras o pensamento de todo o
viciado que não se realiza através do princípio de realidade...
Em um
momento de tensão, onde cito essa mesma pulsão, se me invade, quando me levanto
para reler a assertiva, aquele reflexo condicionado de querer pegar um cigarro
e acender, quando sei que este mesmo parágrafo agora estará convocando aqueles
que possuem sensações semelhantes, que a história pode ser postergada para o
capítulo de um próximo e um próximo parágrafo, discorrendo sobre a compulsão, a
Natureza do vício e do viciado, o que o levaria ao ato e quantos paus para
construir uma canoa de limpeza seria ou faria parte de um caráter honesto em
reafirmar ser tudo uma experiência descritiva, e não uma narrativa fantasiosa
esse tipo de tese em que tudo se resume na expressão pura e simples de meras
palavras. Eis aí, caro Freud, vossa associação livre, eis aí a possibilidade de
experimentar a sensação de não se sofrer, porquanto – sejamos realistas – quem vos
escreve apenas está saindo da compulsão ritualística preparatória, e demandará
horas para sentir os efeitos da abstinência, e quiçá, agora dentro de meu
próprio domicílio-laboratório, possa descrever outros momentos da citada
abstinência e ficar pelo menos por hoje abstêmio da substância, ou fumar um
cigarro antes de dormir, mas isso é tarefa quase desejante ao revés, no que
infira que há um misto de idealização no prosseguir, então prometo ao leitor
que fumarei um cigarro depois de toda essa narrativa, apenas, ou melhor, se for
possível procrastinar, fá-lo-ei, por uma suposição quiçá pretensamente
coerente.
Um
misto de pesquisa me encerraria um trago no tabaco, mas envolvo-me com a outra
pesquisa que postulo, que seja envolver tudo o que diga respeito à dependência
e a racionalização que faço meio que tentando explicar, mas na realidade é
apenas um arremedo de teoria quase conspiratória contra a nicotina, o que tento
empreender, posto a reflexão e a expressão humanas são meios que podemos
encontrar para sublimar as pulsões, incluso aquelas causadas por substâncias
que as causem fisiologicamente, ou seja, organicamente... Quase paro por aqui,
meio que me acovardo, torno-me mais adoecido, ou mais mentiroso, pois neste
exato instante pensei dar um fechamento na fala e fumar um cigarro, mas na
realidade tenho algumas obrigações a cumprir e creio que as ordens médicas sobre
a abstinência e sua crise deveriam me fazer mascar uma goma de nicotina, mas
tentarei encerrar o texto tentando ver com cautela se os seus descaminhos
emascaram realmente os erros em que o pensamento pode vir a claudicar com a
ausência da substância.
Uma
breve pausa, não estivera falando muito com o pouco que me restava de uma consciência
mais desperta, mas um ansiolítico me fez bem agora com suas três gotas.
Resta-me uma calma, não fora à substância, mas sim as palavras agora possuem um
gesto mais leve, tal a sensação que experimento. Em outras palavras, são quase
sete da noite e parti tardiamente para um tipo de ação combinatória, onde um
bom médico havia dito que seria ótimo escrever sobre a abstinência, enquanto
outro afirmara a possibilidade de se acalmar com recursos dentro das
possibilidades à mão. Quem sabe o grande James Joyce encaminhasse, em seu “Ulisses”,
o seu personagem pelas ruas de Dublin, sabendo de sua Helena, o esperando em
sua casa, os seus desapegos sintáticos, e aí começo quiçá a querer devanear
muito sobre literatura: deveras!
Abre-se
a chave: o vício passa, a pulsão passa, somos capazes de reinventar a roda,
sublimar inclusive um grande tóxico que tanto nos arremete contra a nossa
saúde, física, mental e espiritual. Quiçá fosse um bom espírita, mas na mesa
branca Kardecista, um dia me disseram: não é bom fumar, jamais fume! Se
porventura eu encarasse o credo mediúnico, porventura acreditaria ser bom
fumar, ou isso não complicaria tanto a minha saúde mental que o cigarro viraria
motivo para delírios dessa magnitude? Ou a crença absurda de outra religião que
o charuto ou o cigarro alimentaria o Cavalo... Que os pais de santo o sabem de
sua crença, isso é indubitável, digno de respeito, mas um médium não deve crer
que depende de uma substância para sua “entidade” poder fumar. Pelo menos não
arremeto por essas veredas, pois quero estar limpo, e a prova disso é ter
podido escrever um texto que tento situar dentro de uma realidade praticável e
possível a respeito de um vício tremendo, e que nada e nenhum espírito estaria presente
em minha companhia para que eu pudesse escrever o que bem entendo, pois sou um
homem com minha crença espiritualista, e inclusive no Kardecismo se prega que
devemos orar por quem já desencarnou para que possam seguir seu rumo na Paz do
Senhor.
A DIALÉTICA DO ENTRE ANÁLISES
Mulher,
J., 34 anos, paciente psiquiátrica de depressão, tomando medicamentos.
É
singular vermos que na síntese final, depois de discorrer tantas coisas
relacionadas à sua negação enquanto mãe, a vontade de apenas dormir, comer,
depois dormir, e nada mais, quando nega que nem os filhos mais gostaria de ver
e que sua mãe é melhor mãe deles, e negar sua vida, que nada dá certo, o
analista lhe pergunta: “... você lembra como foi quando seus filhos começaram a
andar?” Ela responde: “Nossa, eles caíam direto. Andavam ‘tudo torto’, sem ritmo
e sem jeito...” Ou seja, poderiam ser várias respostas, como: eles eram uma
gracinha, eu achava esse desenvolvimento da infância muito rico para mim e etc.
Mas o analista, opondo-se dialeticamente ao discurso da paciente, lhe diz: “E
você estava ao lado deles?” E ela: “Sim sim... sempre...”
Fechando
magistralmente uma análise como poucas, deixa nas entrelinhas e encerra nesse
exato momento, se despedindo da paciente, deixando em aberto o encontro que ela
deixara escapar consigo mesma, de que houvera ser mãe o tempo todo, e tudo que
ela demonstrara de angústia frente ao marido, frente a presença de um Grande
Outro que a tudo a observaria, de estar sufocada por circunstâncias
existenciais profundas, verte na sessão, exatamente naquela última assertiva em
que geralmente Lacan, com sua experiência encerrasse sempre a sessão, pois já
acharia ser o suficiente. A psicanálise não é um processo que acontece apenas
durante a sessão, pois é exatamente em seus intervalos que a dinâmica não
cessa, e a dialética da existência vai se contrapor à experiência única de uma
outra sessão onde porventura as questões mais profundas virão mais
classicamente à tona, quando um insight vira revelação na fala do paciente, de
si para si mesmo...
terça-feira, 1 de abril de 2025
AURORA DA UNIÃO
Se um termo de compromisso nos sobrelevasse
Para além de desditas alternas, quem nos disse algo outrora
Quando puxamos da memória os tempos de outros dias, outras horas
Em que, mesmo em meio a grande sofreres, há dias outros que nos refazem...
Somos unos, unidade, mudanças, somos aquilo que de melhor se encaixe
Nas peças de uma vida inteira que há de ser vivida novamente
Quando nossas promessas se realizam frente a um escopo de barco fremente
Ao turno que de positividades nada taciturnas enfunam as velas rumo ao
nascente.
O VALOR DE CAMBIARMOS UM ESTADO ESPIRITUAL DE LIMPEZA E DE SOBRIEDADE, POR ALGO COMO UMA DEIDADE DE BRONZE, QUE PORVENTURA PODEMOS ENCARAR COMO UMA REPRESENTAÇÃO ESPIRITUAL DE DEUS, PODE SER UMA AUTO PREMIAÇÃO À ALTURA DE QUE SE ESTEJA CONFORME COM O ALTÍSSIMO A TROCA DA ENFERMIDADE PELA ETERNIDADE DO MUNDO ESPIRITUAL.
POR VEZES O TEMOR DE TOMARMOS UMA ATITUDE É, QUANDO SOMOS NEÓFITOS NAS QUESTÕES DA ANÁLISE DA PSIQUE, ESTARMOS NOS APROXIMANDO DE UMA PULSÃO DE MORTE, OU INSTINTO DE THANATOS, MAS O QUE OCORRE É QUE MUITAS VEZES EROS, OU O INSTINTO DA VIDA DRIBLA AS EXPERIÊNCIAS DO CITADO NEÓFITO SOB AS ORIENTAÇÕES DE UMA MAESTRA CIÊNCIA...
O PACIENTE TEM QUE ENFRENTAR A VIDA E TODAS AS SUAS DIFICULDADES COM OS RECURSOS DE QUE DISPÕE, POR ISSO É TAREFA DO ANALISTA NÃO APENAS ACOLHER, MAS FAZER O PACIENTE CONFRONTAR IGUALMENTE COM A SUA PRÓPRIA REALIDADE, POIS NEM SÓ DE OTIMISMO SE VIVE A VIDA, MAS DO RECONHECIMENTO DE QUE MUITAS VEZES O SOFRIMENTO FAZ PARTE INTRÍNSECA DELA, COMO PARCELA DE SE VIVER, E O ENFRENTAMENTO POSSÍVEL PARA QUE OS SERES HUMANOS POSSAM SAIR DESSE SOFRIMENTO POR VEZES SIGNIFICA IGUALMENTE SAIR DE CERTAS ZONAS DE CONFORTO ILUSÓRIAS.
CRACK, EM INGLÊS, QUER DIZER FISSURA, QUIÇÁ POR ISSO O NOME DA DROGA COMO A CONHECEMOS NO BRASIL. MAS A FISSURA ESTÁ PRESENTE EM MUITA DROGAS, COMO NA HEROÍNA, NA MACONHA, NA NICOTINA, NAS OUTRAS MODALIDADES DA COCA, COMO ELA FUMADA EM UM BASEADO OU INALADA, OU COMO FORMAR DE MANTER CERTAS "PERFORMANCES SOCIAIS" NO CASO DE SE EMPREENDER UM NEGÓCIO, OU "ESTAR ESPERTO OU ÁGIL NA FALA" COM O USO DESSA SUBSTÂNCIA TÓXICA.
SOBRE UMA ABORDAGEM TERAPÊUTICA
Achei interessante a abordagem do terapeuta sobre o caso do paciente preocupado com o seu trabalho, o ingresso como empresário, essa “vida nova” e, no entanto, insuflada para ele por medos, onde na fala essa palavra foi recorrente, e o modo como Pedro elucida a questão do discurso que está por trás de um simples questionamento lógico por parte do analista, onde qualquer interferência desatenta em uma pergunta ou direcionamento pode vir a ser um erro na condição da análise. Por exemplo, quando ele pergunta ou afirma que agora C. é a empresa, e o paciente ri, talvez sardonicamente, quiçá negando ser a própria empresa, pois justamente não está seguro quanto a sua condição de empresário, haja vista afirmar que não está crescendo junto com o empreendimento como gostaria... “Não desejar ter algo que desejaria ter”, porventura, talvez ilustrasse bem a situação, entre ser o funcionário público com o bônus do salário garantido, ou o empresário com o ônus de ser obrigado a trabalhar duramente para ganhar o sustento, isso poderia parecer simplista, mas creio que além dessa semântica ou racionalização há algo mais profundo, quiçá relações familiares, ou mesmo profundas contradições em que a posição afirmativa do sujeito em que está ou se diz satisfeito encontra o viés de sua própria negação.
Em
síntese talvez o princípio do prazer no caso de C. e seus riscos, encontre no
princípio de realidade da segurança do emprego público algo que o coloca em um
dilema existencial profundo, como se as engrenagens não funcionassem, e talvez
visse a sua coach, como uma possível
chefe da qual não gostaria de receber orientações, pois talvez se sentisse do
outro lado, regredindo para a vida de funcionário, onde porventura não encontra
a menor possibilidade de “ajudar outras pessoas”, que vem a dar em uma outra contradição
em seu discurso. A associação livre nos permite esmiuçar a natureza expressiva
das palavras, sua sintaxe, seus chistes, e tudo o que nos guie para manter
acesa a chama da descoberta do imo mais profundo do ser humano, mesmo em
assuntos que aparentemente não denotem aparentemente maior complexidade.
O SOFRIMENTO DANTESCO QUE POR VEZES SOFREMOS EXPLICITA QUE A VIDA NÃO SEJA TÃO SIMPLES, E JUSTAMENTE É PELA FALTA DE UMA MÃO AMIGA QUE TEREMOS QUE SOFRER SOLITARIAMENTE AS NOSSAS PENAS, E JAMAIS TEREMOS QUE DAR O BRAÇO A TORCER, POIS GERALMENTE AS ABELHAS GOSTAM DE SE APROXIMAR DA DOÇURA E O AMARGOR DA EXISTÊNCIA NÃO ATRAI A CRUELDADE E O EGOÍSMO HUMANO.
Os sonhos de angústia não constituem exceções tais, como já demonstrei repetidamente e em detalhe, e tampouco os “sonhos de castigo”, pois apenas substituem a realização proibida do desejo pelo castigo que lhe é apropriado, sendo, portanto, a realização de desejo da consciência de culpa que reage ao instinto repudiado. Mas os supramencionados sonhos dos neuróticos traumáticos já não se incluem na perspectiva da realização de desejo, nem os sonhos, ocorrentes nas psicanálises, que nos trazem à memória os traumas psíquicos da infância. Eles obedecem antes à compulsão de repetição, que na análise, de fato, é favorecida pelo desejo (encorajado pela “sugestão”) de evocar o que foi esquecido e reprimido. Assim, também a função do sonho, de eliminar motivos para a interrupção do sono por meio da realização de desejos, não seria a sua função original; ele a teria assumido apenas depois que toda a vida psíquica aceitou o domínio do princípio do prazer. Se existe um “além do princípio do prazer”, é coerente admitir que também houve uma época anterior à tendência dos sonhos a realizar desejos. FREUD.
segunda-feira, 31 de março de 2025
A DEPENDÊNCIA DA NICOTINA É MAIS FORTE DO QUE A DA COCA, MAS UMA ATACA OS PULMÕES E CAUSA CÂNCER, E A OUTRA, EM SUAS DIVERSAS MODALIDADES, POR VEZES É MAIS DIFÍCIL DE SE LIBERTAR, COMO NO CASO DA DERIVAÇÃO DO CRACK, CAUSANDO DANOS AO PULMÃO, CÂNCER E MALES MENTAIS SEVEROS, PORTANTO, A COCA E SUAS VARIANTES AINDA É MAIS DEVASTADORA.
A TESE DE QUE O ANDARILHO GANHARÁ O BENEFÍCIO PARA RETORNAR AO ESTADO DE ORIGEM LEMBRA O LIVRO "AS VINHAS DA IRA", DE JOHN STEINBECK, ONDE OS CATADORES DE LARANJAS, JAMAIS PODIAM ABANDONAR AS FAZENDAS POR CAUSA DAS DÍVIDAS ALIMENTÍCIAS QUE OS AGRILHOAVAM AOS MERCADORES DAS FAZENDAS, MANTENDO-OS EM UM ESTADO DE SERVILISMO, E ASSIM OCORRE COM OS VICIADOS QUE MANTÉM ESTREITAS LIGAÇÕES COM OS FORNECEDORES DAS DROGAS QUE OS FAZEM CONTRAIR AS DÍVIDAS NAS SUAS COMUNIDADES, QUANDO SE CHEGA UM BENEFÍCIO OU VALOR RECEBIDO QUE VAI IMPEDIR DESSE CIDADÃO DE CONQUISTAR A SUA LIBERDADE, OU SEJA, EM SÍNTESE, O VÍCIO ATA MAIS DO QUE A PRÓPRIA DEPENDÊNCIA, MAS A PRÓPRIA LIBERDADE DE IR E VIR E PODER VIAJAR SOSSEGADO SEM A INTERVENÇÃO DAS FACÇÕES QUE ESTÃO EM TODOS OS ESTADOS.
A tese de Kant, segundo a qual o tempo e o espaço são formas necessárias de nosso pensamento, pode hoje ser submetida a uma discussão, devido a certos conhecimentos psicanalíticos. Vimos que os processos psíquicos inconscientes são “atemporais” em si. Isto significa, em primeiro lugar, que não são ordenados temporalmente, que neles o tempo nada muda, que a ideia de tempo não lhes pode ser aplicada. São características negativas, que apenas se fazem compreensíveis quando comparadas aos processos psíquicos conscientes. FREUD.
A PROFÍCUA E ESTIMULANTE TAREFA DIÁRIA DE ESTUDOS ROTINEIROS E INTENSOS, REDUZ A INÉRCIA ESPIRITUAL E FOMENTA O ENTUSIASMO EM TODOS OS NÍVEIS, OBEDECENDO-SE O RIGOR DA DISCIPLINA, O ALTRUÍSMO DA BUSCA PELAS BOA FORMA FÍSICA, E O COMODIDADE EM SE FAZER O SACRIFÍCIO NECESSÁRIO DE ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PERANTE AQUELES QUE NOS SÃO IMPORTANTES.
Impressão bem mais forte nos produzem os casos em que o indivíduo parece vivenciar passivamente algo que está fora de sua influência, quando ele apenas vivencia, de fato, a repetição do mesmo destino. Recorde-se, por exemplo, a história da mulher que se casou, três vezes seguidas, com homens que em pouco tempo adoeciam e requeriam os seus cuidados no leito de morte. A mais comovente expressão poética desse traço de caráter foi feita por Tasso, na epopeia romântica Jerusalém libertada. Tancredo, o herói, matou sua amada Clorinda sem o saber, pois ela o combateu vestindo a armadura de um cavaleiro inimigo. Após o enterro, ele entra numa sinistra floresta mágica, que apavora o exército dos Cruzados. Ali ele golpeia uma grande árvore com sua espada, mas da ferida da árvore corre sangue e ouve-se a voz de Clorinda, cuja alma fora aprisionada naquela árvore, acusando-o de novamente haver golpeado a sua amada. FREUD.
social activity
12 Áreas de Atuação do Psicanalista
Para finalizar a explicação sobre o que faz um psicanalista, a seguir iremos detalhar as 10 principais áreas de atuação e como elas são realizadas:
1. Avaliação de comportamento
O psicanalista pode entrevistar pessoas, recrutar dados, observar situações e escutar as pessoas. Ele deve definir o instrumento de avaliação, realizá-lo, elaborar um diagnóstico e sempre apresentar uma devolutiva ao paciente.
2. Análises e tratamentos
É dever do profissinal de Psicanálise propiciar um espaço de acolhimento e oferecer suporte emocional ao paciente. Durante os tratamentos, cabe a ele interpretar os conflitos vividos e promover benefícios de acordo com o que foi proposto. Assim, como desenvolver relações interpessoais, a percepção internar e mediar grupos a fim de solucionar as questões que o envolvem, podendo ser individual, em família ou no ciclo profissional.
3. Orientação
Durante as análises, é função primordial do psicanalista propor diversas soluções para os problemas do paciente. Elas são apresentadas através de aconselhamentos e orientação de decisões, baseadas em técnicas específicas para cada situação.
4. Acompanhamento
É tarefa do profissional de Psicanálise acompanhar os resultados de suas intervenções e a evolução do caso proposto pelo paciente.
5. Educação e Pedagogia
A pessoa que atua com Psicanálise também poderá realizar ações relacionadas à educação. Assim, ele está apto a ministrar aulas, supervisionar profissionais, formar outros psicanalistas, criar cursos profissionalizantes e aplicar treinamentos.
6. Pesquisas experimentais, teóricas e clínicas
Um outro caminho que pode ser seguido pelo psicanalista é o das pesquisas. Ele pode investigar o psíquico humano, rever metodologias e estabelecer ligações de parâmetro em pesquisas, desenvolver novos instrumentos de análise, coletar e organizar dados, e investigar novas ações de comportamento do indivíduo ou grupos analisados.
7. Coordenação de equipes de atividades
Qualquer equipe pode receber o acompanhamento de um psicanalista para melhorar o seu desempenho e busca por resultados, seja qualquer a sua área de atuação ou objetivo proposto. O profissional de psicanálise está apto a planejar e programar atividades gerais, trabalhar a dinâmica e acompanhar todo o processo de realização da mesma. Também pode ser aplicada funções a ele, como coordenar reuniões e grupos de estudo, organizar eventos e avaliar propostas e ações.
8. Participação de atividades
Entre outras funções que o psicanalista pode exercer estão as relacionadas a ampliação de sua área de atuação. Assim, ele pode acompanhar palestras, debates e seminários, participar de reuniões científicas e publicar artigos e livros. Ele também pode englobar comissões técnicas e até participar de eventos a fim de divulgar práticas da psicanálise e fornecer informação a meios de comunicação e organizações.
9. Tarefas Administrativas
Pode parecer estranho em primeira compreensão, mas o psicanalista está apto a realizar qualquer tipo de tarefa administrativa. Funções como redigir relatórios, criar cadastros, receber pessoas, compor reuniões técnicas e levantar dados sobre o desempenho do corpo profissional são apenas algumas dessas tarefas que ele pode exercer.
10. Lecionar na área de Psicanálise
O profissional poderá ser um professor de psicanálise, em faculdades de diversas áreas (especialmente cursos de artes e humanidades), cursos livres ou cursos técnicos (como cursos de técnico em enfermagem; alguns desses cursos têm matéria Psicanálise).
11. Ser um coach, mentor ou consultor
O profissional que já atua em um nicho específico (como um profissional de life coaching, coaching financeiro ou um personal trainer), ou mesmo é um profissional que trabalha com alguma forma de orientação ao público (um vendedor, um líder comunitário ou religioso, um assistente social, um profissional liberal, um profissional da saúde, um professor etc.), você pode ter a formação em Psicanálise como um diferencial, que vai potencializar seu currículo e permitir que compreenda melhor a mente e o comportamento de seu cliente, ajudando este a ter melhores resultados.
12. Demonstração de competência profissional
Para finalizar, este último tópico é a base para qualquer tipo de profissional. Para o caso do psicanalista, é dever dele seguir a risca o código de ética profissional. Assim, ele necessita demonstrar bom senso, manter sigilo, ser humano, manter-se atualizado sobre diversos assuntos (e não apenas em sua área de atuação), respeitar valores e crenças, ter autonomia de pensamento e compreender os limites de sua atuação.
OS JARDINS SUSPENSOS
Não esperemos muito de uma mão não pronunciada
Nas alfombras do tempo eterno, não, não sejamos partícipes
Além daquilo que a nós seja ou diga respeito, mais crível possível
E que, no entanto, antes o que buscáramos n@ outr@
Perfaça o tempo em que a contingência nos seja a nós, apenas, concedida.
Suspendamos os jardins além das Babilônias, pois quem sabe
O dia virá em que alguém pense em você fora da estrutura
Ou, outrossim, uma literatura muito ampla e sapiente lhe dê as diretrizes
formais
De que você estaria em um caminho onde a caminhada não seja a presença
Mas apenas a ausência da substância, e não importa o restante.
domingo, 30 de março de 2025
O VALOR DE UM INSTINTO PERMEADO PELO PRINCÍPIO DE PRAZER EM QUE O SUPEREGO ESTEJA EM HARMONIA COM O EGO, PERFAZ A REALIZAÇÃO DO PRAZER, QUANDO ENTRAVES ÉTICOS OU MORAI DE FATO NÃO ESTÃO ENVOLVIDOS, NO QUE SE REALIZA A POSSIBILIDADE DE SE CONCRETIZAR UMA PULSÃO DE FORMA SADIA, ONDE O PRINCÍPIO DE REALIDADE OU AUTOPRESERVAÇÃO NÃO PRECISA ESTAR ATUANTE PARA PROTEGER A INTEGRIDADE FÍSICA, MENTAL E ESPIRITUAL DO SUJEITO.
Quase toda a energia que preenche o aparelho vem dos impulsos instintuais inatos, mas estes não são todos admitidos nas mesmas fases de desenvolvimento. No meio do caminho sempre volta a suceder que determinados instintos ou partes de instintos resultem incompatíveis, nas suas metas ou exigências, com os restantes, capazes de unir-se na abrangente unidade do Eu. Então eles são segregados dessa unidade por meio do processo da repressão, mantidos em graus inferiores do desenvolvimento psíquico e têm cortadas, de início, as possibilidades de satisfação. Se depois conseguem, mediante desvios, obter uma satisfação direta ou substitutiva, algo que ocorre facilmente com os instintos sexuais reprimidos, tal sucesso, que de outro modo teria sido uma ocasião de prazer, é sentido como desprazer pelo Eu. FREUD.
Sabemos que o princípio do prazer é próprio de um modo de funcionamento primário do aparelho psíquico, e que, para a autoafirmação do organismo em meio às dificuldades do mundo externo, já de início é inutilizável e mesmo perigoso em alto grau. Por influência dos instintos de autoconservação do Eu é substituído pelo princípio da realidade, que, sem abandonar a intenção de obter afinal o prazer, exige e consegue o adiamento da satisfação, a renúncia a várias possibilidades desta e a temporária aceitação do desprazer, num longo rodeio para chegar ao prazer. Por muito tempo o princípio do prazer continua como o modo de funcionamento dos instintos sexuais, que são difíceis de “educar”, e volta e meia sucede que, a partir desses instintos ou no próprio Eu, ele sobrepuja o princípio da realidade, em detrimento de todo o organismo. FREUD.
“Na medida em que os impulsos conscientes sempre se acham em relação com o prazer ou desprazer, pode-se também pensar o prazer ou desprazer em relação psicofísica com situações de estabilidade e instabilidade, podendo fundamentar-se nisso a hipótese, que desenvolverei mais minuciosamente em outro lugar, de que todo movimento psicofísico que supera o limiar da consciência é acompanhado de prazer enquanto, além de certo limite, aproxima-se da plena estabilidade, e de desprazer enquanto, além de certo limite, afasta-se dela, havendo entre os dois limites, que podem ser designados como limiares qualitativos do prazer e do desprazer, uma certa margem de indiferença estética […].” FECHNER.
Não é de nosso interesse investigar em que medida, estabelecendo o princípio do prazer, nos aproximamos ou afiliamos a um sistema filosófico particular, historicamente assentado. Chegamos a tais especulações na tentativa de descrever e dar conta dos fatos que diariamente observamos em nossa área. Prioridade e originalidade não se incluem entre as metas do trabalho psicanalítico, e as impressões em que se baseia o estabelecimento de tal princípio são tão claras que é praticamente impossível ignorá-las. Por outro lado, com prazer manifestaríamos gratidão a uma teoria filosófica ou psicológica que nos pudesse informar sobre o significado das sensações de prazer e desprazer, que tão imperativamente agem sobre nós. Mas, infelizmente, nada de útil nos é oferecido nesse ponto. FREUD.
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Projeto define regras gerais para educação midiática e digital
O sucesso da série Adolescência acendeu o debate sobre o uso de redes sociais, discursos de ódio e o papel da família e da escola no controle e acesso a essas ferramentas. No Senado, uma proposta (PL 1010/2025), apresentada na primeira quinzena de março pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), define regras gerais para disciplinar a educação midiática e digital. A ideia é desenvolver habilidades para que as pessoas saibam lidar com essas questões.
Transcrição
O SUCESSO DA SÉRIE ADOLESCÊNCIA ACENDEU O DEBATE SOBRE O USO DE REDES SOCIAIS, DISCURSOS DE ÓDIO E O PAPEL DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NO CONTROLE E ACESSO A ESSAS FERRAMENTAS.
NO SENADO, UMA PROPOSTA APRESENTADA NA PRIMEIRA QUINZENA DE MARÇO DEFINE REGRAS GERAIS PARA DISCIPLINAR A EDUCAÇAO MIDIÁTICA E DIGITAL. A IDEIA É DESENVOLVER HABILIDADES PARA QUE AS PESSOAS SAIBAM LIDAR COM ESSAS QUESTÕES. REPÓRTER ALEXANDRE CAMPOS.
Na primeira quinzena de março, estreou numa das plataformas de vídeo sob demanda a série Adolescência, que retrata o caso de um estudante envolvido no assassinato de uma colega de escola. A relação dos jovens com as redes sociais, os discursos de ódio, o papel da família e da escola no controle do acesso a essas ferramentas são algumas das questões levantadas pela série em quatro episódios e largamente debatidas ao longo dos últimos dias nos principais meios de comunicação, tamanho foi o impacto que Adolescência causou no público em geral.
Também na primeira quinzena de março, a senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, apresentou um projeto para disciplinar, em caráter geral, a educação midiática e digital. O objetivo é desenvolver nas pessoas, especialmente estudantes, capacidade crítica e habilidades para lidar com o ambiente onde há grande disseminação de informações. Saber diferenciar o que é fato do que é opinião, e combater a disseminação de notícias falsas e discursos de ódios são algumas das aptidões que se buscam com a proposta, disse a senadora.
Crianças e jovens estão expostos a conteúdos falsos e manipulativos, disseminados de forma atraente e engajadora. Muitas vezes esses conteúdos resultam em danos psicológicos, incitação à violência e naturalização de discursos de ódio. Temos um relatório da OCDE com dados de 2018, que aponta que 67,3% dos estudantes de 15 anos no Brasil apresentam dificuldades em diferenciar fatos de opiniões quando lêem esses textos.
Pelo projeto, as escolas, espaços de formação de boa parte da população, deverão ofertar, nos ensinos fundamental e médio, a educação midiática e digital, de forma transversal. Ou seja, passando por todas as disciplinas, o que vai exigir o preparo dos professores para abordar essas questões.
Teresa Leitão explica que uso ético e responsável das tecnologias, inclusive para fins didáticos, nas escolas, também é uma das metas do projeto, que ainda prevê ações articuladas com setores como saúde e assistência social. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.