quarta-feira, 4 de novembro de 2026

DE UM PARECER NOTÍVAGO


Quando desce a noite parecemos outros,
Meio que descemos juntos, quais astros sob os panos do teatro
Conversando com estrelas ocultas sob as nuvens de chuva
Que caem resilientes sob o solo árido do asfalto...

Mantos da noite, alfombras sombrias do tempo quase pétreo
Navegam soturnas à procura dos finais dos restos dos dias
E, ensombrecendo a luz claudicante dos postes, o reflexo das poças
Desfaz faróis noturnos, relembra pingos renitentes que caem do céu negro.

O silêncio das companhias terrestres, o gongo que soa no mundo
Parece com o relampejar precoce da tarde, onde a tempestade deu seus ares
E sorrateiramente vamos nos agrupando, grupo a grupo, em busca
De nos recuperarmos de adicções, do alcoolismo e em busca de afetos...

A voz que entoamos quase urgente, sobre as questões da poesia rápida
Mais não seja do que o sonho que nos espera no rugir da madrugada
Quando, antes de deitarmos o dia sobre o solo incandescente da Verdade
Taparemos nosso eu sob o manto indelével da virtude que nos sobre...

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