Haveria um dia em que a água seria a cana brava
E a limalha de ferro a própria pedra
Onde não éramos tantos, mas seríamos os outros
Que se tantos não nos bastássemos, os vícios seriam flores...
E compartilharíamos primaveras, mas do ópio das gente fica o tom do neon
Que guardamos no inverno do vinho, nas texturas da carne, na cruz do Cristo
Quando antes da Páscoa e sua Ressurreição, ao longo da jornada dos tristes!
Quando tantos, em nome de Deus, sacrílegos, formam estranhas hostes,
Demandando que outros façam o papel queimar no dia de antanho
Ou quanto outros pedem sem o trabalho e comerciam mocambos
Sem saber o preço da mercancia, ou quanto vale um crime...
E assim, por se passarem os dias, assim de se assinalar o vento quente que
passara,
A turgidez fremente de uma carne trêmula goza o tempo em que a vastidão da
luxúria
Permanece pendurada nas alfombras das paredes de cristais de chumbo
Na vastidão imorredoura da morte em vida...
sexta-feira, 17 de abril de 2026
UM TEMPO DESAJUSTADO
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