O ato de
dó, de compaixão, não é imposto, já que muitos não sentem essa empatia pelo
próximo, e vemos por vezes diante de nós uma sociedade que podemos considerar
pútrida em relação à aplicação dos direitos humanos, e há aqueles que
simplesmente contestam esses simples direitos, afirmando que servem para “proteger”
aqueles que alcunham de vagabundos. A ausência da conotação simples e sua
necessidade de exercer ou compreender a alteridade, a compreensão de que somos
distintos, é um dos princípios basilares de uma sociedade democrática. Fomentar
uma ditadura, por exemplo, seja de esquerda ou de direita, no mínimo é, em
detrimento muitas vezes da emblemática questão do desenvolvimentismo em
excesso, ou mesmo de fomentar regimes fechados para que “outros grupos” não
tomem o Poder, sejam eles internacionalistas, nacionalistas, ou mesmo
sectaristas, ou mesmo quando atendem o imperialismo, protegendo grupos internos
da elite, nesse viés onde a questão pode assumir um grau de complexidade maior
e merecer contestação de patriotas, ressurgir a discussão do que seja uma
Democracia Popular pode estabelecer um debate mais amplo sobre o assunto do que
sequer a mais fértil imaginação possa crer. Um critério de escolhas, e obviamente
um homem abastado raramente vai apoiar um Presidente que tenha opção pelos
pobres, justamente quando a história nos tem revelado que governos dessa
Natureza – de escopo social – enveredaram por regimes socialistas, mas a
distinção é que na verdade na democracia a alternância existe de fato, e o mais
certo é que imensas populações, até pela falta de insumos na questão de
educação, pecam por escolher mal os seus candidatos, até mesmo por medo do
socialismo, o que nada tem a ver com a realidade de um representante que trabalhe
no sentido de atender os interesses de seu povo e trabalhar para atender os
seus interesses, independentemente de suas conotações de natureza política.
O que
vigora muito nas relações humanas é a total falta de empatia por parte das populações,
quando se vê que um pobre está passando tanta necessidade, e o mero assistencialismo,
um dever do Estado, por vezes é contestado veementemente, sob a alegação de que
a ajuda concedida como bolsa família e o serviço dos CAPS estaria sendo pago
pela população brasileira, o que nada tem a ver com uma preocupação imanente
que ressurge a partir de uma nação mais pobre como a nossa, e que no entanto dá
mostras de ter um bom serviço na área da saúde, como o SUS, em um exemplo
capital. Além disso, com os recursos do Fundeb, o Governo Federal pretende
ampliar o ensino integral para a educação básica em todos os territórios do país,
fornecendo alimentação, esportes, lazer e cultura para as nossas crianças, mas isso
não vira notícia, pois quiçá o BBB dê mais audiência, e certamente dá, já que não
temos que ver com os olhos reais a realidade, quem sabe, ou mesmo positivamente
a comiseração sobre os necessitados não seja de compulsoriedade inata, não é
mesmo? Não veremos com os olhos atentos, irmãos? O que se faz de bom na
educação não é socialismo, é bom governo... E será através da educação que
estaremos caminhando para uma nação que seja modelar, assim como é o perfil de
um país como a Suécia, onde a desigualdade social e o padrão de vida é muito mais
justo do que a realidade latino-americana ou mesmo estadunidense.
Poderíamos
supor que a vida não pede passagem quando queremos que a roda das mudanças
realmente gire a favor da Pátria, e que Deus abençoes essas transformações,
para que possamos dar continuidade aos trabalhos sociais empreendidos pelo
Governo Federal da atualidade...
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