sexta-feira, 17 de abril de 2026

COMISERAÇÃO NÃO COMPULSÓRIA


              O ato de dó, de compaixão, não é imposto, já que muitos não sentem essa empatia pelo próximo, e vemos por vezes diante de nós uma sociedade que podemos considerar pútrida em relação à aplicação dos direitos humanos, e há aqueles que simplesmente contestam esses simples direitos, afirmando que servem para “proteger” aqueles que alcunham de vagabundos. A ausência da conotação simples e sua necessidade de exercer ou compreender a alteridade, a compreensão de que somos distintos, é um dos princípios basilares de uma sociedade democrática. Fomentar uma ditadura, por exemplo, seja de esquerda ou de direita, no mínimo é, em detrimento muitas vezes da emblemática questão do desenvolvimentismo em excesso, ou mesmo de fomentar regimes fechados para que “outros grupos” não tomem o Poder, sejam eles internacionalistas, nacionalistas, ou mesmo sectaristas, ou mesmo quando atendem o imperialismo, protegendo grupos internos da elite, nesse viés onde a questão pode assumir um grau de complexidade maior e merecer contestação de patriotas, ressurgir a discussão do que seja uma Democracia Popular pode estabelecer um debate mais amplo sobre o assunto do que sequer a mais fértil imaginação possa crer. Um critério de escolhas, e obviamente um homem abastado raramente vai apoiar um Presidente que tenha opção pelos pobres, justamente quando a história nos tem revelado que governos dessa Natureza – de escopo social – enveredaram por regimes socialistas, mas a distinção é que na verdade na democracia a alternância existe de fato, e o mais certo é que imensas populações, até pela falta de insumos na questão de educação, pecam por escolher mal os seus candidatos, até mesmo por medo do socialismo, o que nada tem a ver com a realidade de um representante que trabalhe no sentido de atender os interesses de seu povo e trabalhar para atender os seus interesses, independentemente de suas conotações de natureza política.

              O que vigora muito nas relações humanas é a total falta de empatia por parte das populações, quando se vê que um pobre está passando tanta necessidade, e o mero assistencialismo, um dever do Estado, por vezes é contestado veementemente, sob a alegação de que a ajuda concedida como bolsa família e o serviço dos CAPS estaria sendo pago pela população brasileira, o que nada tem a ver com uma preocupação imanente que ressurge a partir de uma nação mais pobre como a nossa, e que no entanto dá mostras de ter um bom serviço na área da saúde, como o SUS, em um exemplo capital. Além disso, com os recursos do Fundeb, o Governo Federal pretende ampliar o ensino integral para a educação básica em todos os territórios do país, fornecendo alimentação, esportes, lazer e cultura para as nossas crianças, mas isso não vira notícia, pois quiçá o BBB dê mais audiência, e certamente dá, já que não temos que ver com os olhos reais a realidade, quem sabe, ou mesmo positivamente a comiseração sobre os necessitados não seja de compulsoriedade inata, não é mesmo? Não veremos com os olhos atentos, irmãos? O que se faz de bom na educação não é socialismo, é bom governo... E será através da educação que estaremos caminhando para uma nação que seja modelar, assim como é o perfil de um país como a Suécia, onde a desigualdade social e o padrão de vida é muito mais justo do que a realidade latino-americana ou mesmo estadunidense.

              Poderíamos supor que a vida não pede passagem quando queremos que a roda das mudanças realmente gire a favor da Pátria, e que Deus abençoes essas transformações, para que possamos dar continuidade aos trabalhos sociais empreendidos pelo Governo Federal da atualidade...

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