Não compactues com os teus diferentes, mulher,
Posto não saberás mais de mim, que nada sou para ninguém
A não ser a transparência do não ser
Porquanto tendes a distonia do ser que já foi e será ainda, tens todo o tempo,
Sendo mais jovem que o tecido que te envolve sereno na tua redoma de cristal,
casulo
Onde espero estares guarnecida, mesmo que teus botões digitais te dominem desse
jeito...
Minhas feridas já estavam abertas, e um sal grosso as incomodam sob o sol de
Prometeu
Quando poderíamos dizer algo, mas agora é tarde, já que fechastes o portão que,
mesmo novamente aberto,
Que sei eu, não farei mais nada para responder qualquer palavra, justamente por
que não escreves nada que cure os ferimentos que não tens
Quando souberes que das tuas vitórias eu encontro a minha derrota
Em saber que estás mais plena de tuas certezas, mesmo sobre as superfícies
erráticas do desatino...
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
VERÍAMOS AS FERIDAS ABERTAS
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