quarta-feira, 20 de agosto de 2025

A RELEITURA DE ROMA


               O amplexo que nos una no conceito de um contexto civilizatório deflagrado, destruído, remonta lembranças da decadência dos costumes de um império em vias de queda, no que pressuponha que outras questões, como um gigantesco dragão irrompesse, já na previsão de um ano em que os cavalos de fogo empunhassem a bandeira de Capra no “Ponto de Mutação” dos anos oitenta do século passado. Na inspiração de um ser sagrado como Cristo, tudo mudara, e o embate continua, a velha questão não apenas cristã, as de se pôr em xeque a existência de Deus, o Bíblico, Alah, Buda, o Todo Atrativo: Krsna, reservatório de todo o prazer, entre tudo o que se conceba... Roma desfizera-se em seu império, mas Roma se reconstrói permanentemente, o mito romano, agora mais reservado, afeito aos valores cristãos, em uma questão onde a existência mesma do ser não busca criticar, e hordas bárbaras e hebraicas se insurgem no médio oriente, para pôr fim ao que se torna Cartago da atualidade, ou o pressuposto de que Jerusalém pertencesse a um povo, ou mesmo ao território da antiga Judá... “Delenda Cartago”, diriam alguns, que a alma das arábias toma por pena os hebraicos que encenam teatros, vítimas em suas encenações Ocidente afora, como na indústria cinematográfica, onde são quase que onipotentes, e empunham novas armas onde se creem vencedores em eras na tentativa vã de derrubar mais e mais frentes de opositores à supremacia de uma corrida, quiçá por defesa de que coisas como o antissemitismo possa irromper de novo, ou mesmo de se antecipar com o reino de Javé, importado dos EUA como aliado vão de tentativas de se impor frente a frente com a resiliência de sítios tão bem guarnecidos que nada temos que antepor a uma ideologia religiosa, mas apenas girar a máquina contra aquilo que move essa pretensa resistência que se auto mutila as mãos com as drogas como um todo, reverberando a motivação retro alimentadora desse terrorismo de guerra, no caso dos abusos tirânicos de Israel contra a Faixa de Gaza, e tudo o que isso implica dentro de terrenos onde a consciência dessa tentativa de supremacia fanática e pseudo evangélica toma a forma da aliança com as tribos de Davi... Posto não precisáramos devanear muito, pois o Messias e Salvador, já prevendo o perdão, predissera que o adultério não seria bom para ninguém, posto que esse tipo de permissividade corrompe o ser como um todo. Disso que se remonte algo redundante em questão de horas, a escrita não põe término a uma carnificina onde a questão de medidas paliativas a favor da paz, só implica a velha questão da maldade, da ferida, quando se fere quem feriu, quando o Antigo Testamento revela aquele deus vingativo e cruel, onde atualmente é desferido o “drone”. E o que é a resistência da intifada na Palestina ocupada, quando se tenta combater os canhões desferindo pedras?

               Há velhas questões de ingerência de poder, como se não contasse o fato de que quando a relação tecnologica-militar suplanta tudo e todos e vem à tona a qualidade de se ter uma supremacia bélica desproporcional, um serviço secreto que tergiversa com os dos EUA, como o Mossad, e tudo o que isso implica, e um cão de guerra que só faz matar, como Netanyahu, a guerra não terá fim, pois desde sempre a intolerância contra os árabes da região é sobremodo intensa... Não que não supuséssemos intervalos de paz, mas reza a questão do massacre contra jornalistas em Gaza, e tudo o que isso significa em termos de quebra de protocolo das leis mínimas dos Direitos Humanos Internacionais.

               A velha questão de Roma não fica atrás, quem sabe outros impérios querem ter essa oportunidade, e o símbolo da águia seja revisitado, como uma forma de tentar dominar o mundo, vendo ele de cima, quiçá já planejando administrá-lo de Marte... Quais serão as próximas elucubrações dos Imperialistas? Dominar de que modo se, na questão da guerra comercial já estão afetando mais de cem países mundo afora, com suas taxas e sanções? Como diz a música: “não subestime a força de um blues, não permita o fogo, evite as tempestades...” Posto com a capa das medidas e das guerras abertas ou fechadas vem o preconceito em sua forma mais vil, vêm os costumes do império como se fizessem parte de nossa cultura, e antes o que seria de imposição escravocrata já era ou teria sido algo mais concreto, irmãos... Antes que irmandades de fé surgissem diante de um universo de uma questão democrática maior, que seja, com tradições a serem cumpridas diante da fé de cada qual, a Paz Romana não seria algo para se dispensar... Pois todo aquele que busca a guerra a terá, obviamente, e a Roma atual, não se sabe se do povo original germano, mescla do anglo com o saxão, origem mais suscinta da mesma raiz do vernáculo, seria esse o povo a ser redimido com a atenção de poderes mais amplos, ou o que viria de um mundo Oriental apaziguaria na Índia seu capítulo ou vertente mais espiritual?

               Resta-nos saber que, independentemente das idiossincrasias afetivas os dados foram lançados e é impossível se estabelecer quaisquer contatos afetivos por via eletrônica, qual não seja, exatamente aquela em que alguém estará em serviço em determinado momento e lugar, ocupando meramente uma janela no computador, mas a carne se torna sempre necessária, pois não existe a comunhão sem o pão e sem o sal da vida a planta não germina sequer...

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