quarta-feira, 25 de junho de 2025

PENUMBRAS NA GRAMA


Ao que se depositasse a brasa de um cigarro na grama
E esta mesma brasa passasse pela haste, e repousasse na terra
Qual selva dos insetos, qual Natureza que permite o clamor dos relâmpagos
No turvo do olhar de uma mulher, na temperatura de um refrigerante do inverno,
Mesmo que ao semblante em uma vidraça refletido, a vida incólume da presença da vida
Não sentiria tanto quanto um dia em que restaríamos mais sólidos do que a rocha no mar...

Na profusão do voo das gaivotas, até seu descanso noturno nos molhes de um pontal
Ao istmos de um manguezal repleto de capivaras madrugada adentro
Não precisamos nos conformar com as relações de alfa, beta, ou gama
E se somos qualquer outro nível no planeta em que o simples denota sermos mais ternos
Posto não ensaiar erros é a maior medida em que perfazemos citada ternura entre iguais
Quando porventura busquemos ser igual ao distinto, posto igual sendo distinto na diferença natural.

O vento que sopre a noite de um dia vitorioso, sem a mácula de substâncias que nos nublem a fronte
Naquilo de retidão de caráter, e que a mulher aprenda com o homem, e que o homem aprenda com ela
É justo que sejamos todos um coletivo grande, mesmo que nos reunamos em equipes
E que o tao se reequilibre em sua energia restauradora, e que aprendamos com os erros dos outros
Pois o verdadeiro sábio tem por experiência sua própria vida, mas não se ressente
De saber que é nos caminhos que encontra – por excelência – em pontes seguras que segue em frente...

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