quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

RELEMBRAR


Não te lembrarias dos momentos passados
Onde em pegadas fugidias em torno de um tótem
Os fetichistas do ocaso ruminariam aos quatro ventos
Que nenhuma desforra fora a “ina” subentendida em bastões
Quanto de ópio de dopaminas outras a verve dos inocentes claudicava...

Não, que não nos valha a pena nenhuma intenção culposa
Ao vermos que no exemplo falho o pavio da chama se apaga
E velas fumegantes abraçam as envergaduras de navios morenos
Quando já de passageiros que somos no tempo urgimos por dias melhores.

Senhores dos campos e das trevas, senhores que querem poderes vis,
Quiçá a crítica passada passara pela veracidade de vossos semblantes taciturnos,
Outrossim, na passadista veia de outrora a mão que nubla nosso viés noturno
Ensombra a pátina de um tempo em que o metal já não azinhavra como outrora.

Verteria em ti, meu Deus, o que de mim já não te encontro sequer zombando de minha fé
Quanto de souberdes que em ti criaria mil pães de um trigo mais amadurecido
Na sova irrequieta de minhas mãos já mais cansadas, a um só tempo
Onde se encontra o céu por testemunho inquieto de teus sóis...

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