Existe
um hall, um hall cultural, em termos de drogas, que começa no berço por vezes,
em famílias de origem italiana começa com o vinho, temperado com as tradições,
nisto de se enumerar uma procedência, o deus Baco, as Bacantes, desde Roma e seu Império, a orgia, tudo
de forma subliminar, uma questão atávica, europeia, colocando em xeque o modo
de ser de uma família que procedesse apenas nesse escopo, o grau etílico dos
genitores... Já vem estando, já vem sendo... Um status quo, uma forma das filhas
se desapegarem desses núcleos, na questão específica da mulher, cabalmente falando. Por vezes avantajadas intelectualmente, nem
sempre cultas, mas rápidas, se amigando já sexualmente, se iniciando, incitando-se no ver para crer, experimentar para saber, confirmar outras “paradinhas”, como
se diz na gíria da malandragem, que é onde começa a coisa a tomar a forma "x" da
questão. A virgindade da normalidade cessa com a maconha, que é a porta de entrada da
ilicitude, e depois acaba na cocaína, que é onde se encontra aquilo que dá a “performance”
de atingir metas, de se imaginar rapidamente, de saber de soslaio ser “amorosa funcional”,
um caso feminino que cito para se exemplificar o vulgar das gentes, e como é
complexa certa situação psíquica nesse tipo de empreitada, principalmente se
essas vítimas, que na realidade por vezes já podem responder criminalmente, já
sabem algo de juízo, ou deixam apenas “rolar” as pulsões, tornando-se muitas
vezes psicopatas, posto não propriamente enfermiças, mas já cristalizando uma
patologia que podemos enumerar como clássica em muitos casos na vida desvirtuada mundo afora.
Por um
outro viés, não tão determinista, podemos alegar que os vícios como um todo são
doenças, são compulsões, mas tudo o que significa a segurança que alguns
possuem em locais que dão a retaguarda para procederem dessa forma, quando saem
já não encontrarão mais esteio ou guarida suficiente para se manterem, a não
ser que já tenham se formado na "escola" e passem a fazer o comércio, já
em outras frentes, outros estabelecimentos, ou mesmo em outras “estruturas”. Se
a tendência for praticar o crime desde cedo, sem se ter qualquer culpa na
consciência, crendo por vezes até que seja para uma “boa causa”, configura esse
quadro já uma psicopatia. Se, no entanto, não houver a blindagem que na
realidade configura o mesmo ato, e sofrer psiquicamente, como todo ser humano
sofre, normalmente, quando faz uso de drogas ou álcool: com suas perdas, com
seus sonhos derrubados, até mesmo pensando em carreiras meteóricas, ou coisas dessa
natureza, podemos estar lidando com pessoas que podem estar com surtos
psicóticos e adoecimentos mentais que podem e devem ser tratados, geralmente
com bons psiquiatras e terapeutas.
O crime
praticado passionalmente é passível de pena, pois sempre vai ser imputada ao
criminoso que o praticou, mas quando o criminoso o faz friamente, quando há
lugares que funcionem com todo um esquema parecido com organizações que tendem
para treinar seus elementos, todos passam a ser psicopatas frios, pois muitas
vezes são “treinados” para tanto, e efetivamente os mais “competentes” o são
patologicamente tipificados nessa ordem, de fato. Por vezes temos os casos de
milicianos envolvidos, igualmente daninhos, por vezes temos casos de chefes que
se julgam uma empresa, por vezes temos uma organização mafiosa com seus
códigos, truques e artimanhas, com sua índole perversa, e com seus operativos
de vinculação até mesmo política ou coisa que o valha.
Haveremos de tomar muito cuidado com os rumos que certas organizações tomam, no sentido de se crerem heróis de algo, como um tipo de resistência a um Governo, sendo muitas vezes a relação que existe entre os atos criminosos e o fascismo, com as drogas e o ideal falimentar de que estarão mudando o jogo de um país, ou fazendo parte de um tipo de exército do regresso, pois não passam disso, de um grande coletivo psicopata muito das vezes, e seus modos de ação perante inúmeros seres humanos que ainda se creem permitir acreditar em uma vida mais simples, com os mesmos recursos saudáveis de se ter uma família exemplar, seguindo os direitos e deveres na sociedade, e dando o exemplo para a comunidade em geral, mas não sendo aquele tipo de agente da maldade, que só espalha o ato ilícito por onde passa, já contando com um poder que foi atingido de forma inapropriada, e não sofrendo absolutamente nenhuma autocrítica, ou tomada de consciência de que seus atos os vão levar a um fim permanentemente trágico, pois mais e mais pessoas já passarão a ser testemunhas vivas dos mesmos atos. No entanto, sempre temos que comparecer com a questão da saúde, evitando principalmente as psicoses e outra manifestações de males da mente, sabendo que é na esfera da saúde e da segurança pública e da vontade política de uma nação que se pode não apenas atender os casos críticos, bem como reprimir o crime, onde quer se encontre, mas sempre com uma educação sólida, que permita o reencontro dos jovens e pais consigo mesmos, na releitura necessária de que fazemos parte de caldeirões culturais os mais variados, mas será sempre em casos pontuais que estaremos elucidando por vezes a problemática do reflexo da atuação do indivíduo dentro do escopo social e coletivo. Nunca é tarde para uma sociedade democrática e civilizada fazer uma auto crítica ampla sobre suas questões, em profundidade...
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